quinta-feira, 22 de maio de 2008

Balada da Colina





Embrenho-me na escuridão,
Não quero ser mais uma peça no puzzle,
Que compõe a tua vida,
Que faz acordes para uma melodia.

Se eu fosse o teu mundo,
E tu metade do meu ser,
Teríamos o tempo inteiro,
Para nos vermos renascer.

A porta esteve sempre aberta,
Mas tu nunca quiseste entrar.
Preferiste ver-me sofrer,
Para a tua culpa calar.

E a esperança foi desaparecendo,
Dia após dia, até não restar nenhuma.
Baixei os braços, eras só memória,
Reza a lenda, não há registo de história.

Lá no cimo da colina,
Jurei que me ia vingar,
Não só dos que me feriram,
Como daqueles que mentiram,sem pensar.

Minha promessa cumpri,
Não me arrependo das mortes que causei.
Até porque depois de mim,
Não haveria justiça, eu sei.

Sou um retrato de mim mesma,
Obra-prima esculpida.
Sou guerreira de mil fardos,
Em mil mares estou perdida...

4 comentários:

Tiago' disse...

Poema muito bonito, daqueles poemas narrativos que se assemelham a histórias em versos. Enfim, bonito, e engraçado, apesar de não ser do meu género. Alguns versos melhores que outros mas, no final, algo agradável.

Tiago' =)

Palavras para quê? disse...

Obrigado Tiago!! Fico contente por teres gostado e por teres descoberto este novo blog!!xD ... Até uma próxima :)

Tiago' disse...

Que é como quem diz, até segunda.

Já agora, novo post no I Love Tixa.

Palavras para quê? disse...

Ok... Podeias ter dito isso noutro lugar mas ok...